sábado, 22 de novembro de 2008

As Noites na margem do Tejo


"Invocação à Noite"
"Ó deusa, que proteges dos amantes
O destro furto, o crime deleitoso,
Abafa com teu manto pavoroso
Os importantes astros vigilantes:
Quero adoçar meus lábios anelantes
No seio de Ritália melindroso;
Estorva que os maus olhos do invejoso
Turbem d'amor os sôfregos instantes:
Tétis formosa, tal encanto inspire
Ao namorado Sol teu níveo rosto,
Que nunca de teus braços se retire!´
Tarda ao menos o carro à
Noite oposto,
Até que eu desfaleça, até que expire
Nas ternas ânsias, no inefável gosto."
(Bocage)
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