sábado, 1 de novembro de 2008

Largo onde situa a estátua de Bocage o poeta.


"Já Bocage não sou!...
À cova escura
Já Bocage não sou!...
À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.Musa!...
Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo;
a língua quase friaBrade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:
Outro Aretino fui...
A santidadeManchei!...
Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!"
Bocage
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